domingo, 27 de outubro de 2013

Rede Globo: Sessão da Tarde e suas semeaduras


Hoje abri o jornal e lá uma notícia estarrecedora. A Rede Globo anuncia que tirará do ar a Sessão da Tarde. Se você é brasileiro, diria que é quase impossível não saber de que Sessão da Tarde estou a falar. E mais, imagino que sendo brasileiro a simples menção da atração televisiva deflagre em seu imaginário todo tipo de emoção ternurenta com as lembranças do tempo em que você era um jovem cuca fresca e podia perder uma tarde inteira vendo televisão, espichado no sofá. Alguém poderia dizer que estou sofrendo de uma crise nostálgica, ou ainda que tenho problemas com mudanças. Mesmo admitindo que é pelo menos um pouco do primeiro (e nunca medo de situações novas!), penso que meu estarrecimento passa por outros territórios. Por exemplo, provavelmente eu decidi fazer Biologia influenciada pela Sessão da Tarde. Na verdade fiquei surpresa quando entrei na faculdade e ouvi dos meus colegas depoimentos tão parecidos com o meu sobre o peso que filmes como "Elza, a leoa" e "Clarence, o leão vesgo"(frequentes na Sessão da Tarde) tiveram na escolha da profissão. Isso e o já extinto "Mundo Animal", atração que passava seguidinha a Sessão da Tarde. A Rede Globo parece não perceber ou assumir o papel que tem como colaboradora na formação dos jovens desse país. Sabem que não sou adepta da concepção de que a televisão é uma (má) influência para os jovens e coisas do tipo. Mas há uma responsabilidade social nos meios de comunicação, nenhum entretenimento é só entretenimento, todos os programas são educativos de alguma maneira. E a Sessão da Tarde faz parte do pacote que vem educando a população brasileira nos últimos 30 anos. Os filmes e seus conteúdos leves, despretensiosos e nada preocupados com grandes reflexões existenciais exibidos na Sessão da Tarde eram uma espécie de vitrine do mundo para nós. Eram ingênuos em muitos aspectos. O filme "Elza, a leoa" por exemplo, é uma contradição e uma ofensa para aquilo que ecólogos e biólogos possam pensar sobre os animais. Afinal, a Elza bebê precisou ser adotada porque sua mãe havia sido assassinada. Mas para mim, era um filme de África e suas savanas, e mostrava o amor que pessoas podiam nutrir por animais.  Elegi no filme a partir da menina que eu era que aspectos do filme iriam servir de subsídio para minha imaginação. Alguém poderia me dizer, ok, mas você não sabe as porcarias que andavam a passar nas tardes Globais...Muitos socos, mulheres seminuas e preconceito contra negros e gordos? Quem elege que parte desses filmes subsidiará as reflexões do telespectador é o telespectador, e é preciso apostar na competência pensante desse telespectador! É uma pena. Não seria possível repaginar a atração? É mais fácil eliminá-la do que pensar estratégias para torná-las mais contemporânea? Querem sugestões? 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

QUESTÃO DA PROVA TIC- Cenários para o aprender: sala de aula, televisão, livros, web, fila do açougue?

Esta imagem já esteve por aqui. Agora volta como tarefa para os alunos da turma de TIC. 
Então, vocês leram dois textos falando sobre o impacto das mídias nas aprendizagens das pessoas. A tarefa de vocês é: a partir dessa imagem em que o menino parece hipnotizado pelo desenho animado escrever um comentário sobre "cenários para o aprender". 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ciência em Casa


O programa Ciência em Casa é transmitido toda segunda-feira, às 20:30 pela emissora Nat Geo. Ele teve seu início em 2012, e já está em sua segunda temporada. Apresentado por três cientistas: Wilson Namen, Gerson Santos e Daniel Ângelo, amigos de faculdade formados pela USP, mostra de uma forma bem humorada e interativa, experiências com elementos do nosso cotidiano e que somente a física pode explicar.
Esse é um programa muito divertido que teve sua origem do quadro Ciência em Show do programa da Eliana no SBT. Há muitos anos esse trio já vem explodindo coisas, explicando de forma bem acessível ao público leigo, os mistérios da Ciência de fatos que acontecem no nosso dia-a-dia.
É uma forma bastante interessante de falar sobre ciência, pois o que o programa faz é simplesmente colocar em prática todos aqueles conceitos que consideramos chatos da física, química, matemática e biologia, a fim de torná-los muito mais atrativos e divertidos. Afinal, quem aqui não gosta de ver algumas coisas explodindo e saber por que isso acontece?


Por Camila Resende

Quadro: Teste de Fidelidade


Sério, foi dificílimo achar um programa ruim mesmo, dentre um monte que temos na TV Brasileira. É Faustão, Xuxa, Caldeirão do Hulk, Casos de Família (aplausos, Dary!), Ratinho.. só os que vieram à cabeça. Um dos piores, que achei que tinha acabado pela eternidade, é o Teste de Fidelidade, que para o horror dos menos leigos, está de volta num dos canais mais fuleiros da TV, RedeTV (o fim). O que tem de mais notável são as baixarias e brigas entre um suposto casal, em que o homem ou a mulher é o (a) corno (a), depois de se deparar com um vídeo do parceiro sendo assediado por um gostosão ou gostosona, e gostando. Tá que a maioria de nós gosta de um bafafá, né? Mas isso é demais! O pior nível da sociedade (não digo econômico) em um programa de TV mostrando coisas constrangedoras de sua própria família, denegrindo sua própria imagem. Vale a ressalva que disseram que é tudo ensaiado, e nada me faz discordar. Mas muitas pessoas podem até gostar de aparecer, é normal, mas mostrando esse lado?! Será que acham que isso os levará a uma fama fixa, como atores de novela das nove?! Quem sustenta um tipo de programa desse  não merece nenhum tipo de discussão, sobre qualquer assunto, porque mudar cabeça de alienado é difícil demais. E pior que o convidado, é o apresentador, mais um entre tantos que adora manter tamanha sem 'vergonhice'! Aproveitando da alienação do povo pra ganhar ibope. Que tristeza.. por isso que o Brasil não vai pra frente!

Mari Teixeira

Eu, a Patroa e as Crianças


Os meus, mais chegados, não acreditarão no programa que eu escolhi!!!!
A série se passa na casa de uma família negra americana. Conta às histórias dessa família que, como a grande maioria, passam por “problemas” com os filhos adolescentes. Umas das coisas que me prende ao programa são as formas de “castigos” que os pais, o pai principalmente, inventam para educar os três filhos.
O episódio escolhido em questão se trata do uso de maconha. Não o escolhi, para dizer se é certo ou errado o uso, nem para fazer moralismo.
Como qualquer família preocupada com o seu filho ao saber que o mesmo fumou maconha pela primeira vez, talvez tomasse outra atitude (bater, castigo sem poder sair de casa,) que no fim das contas, não alcançasse o objetivo de conscientização.
Assim que Michael e Jay, percebem que Junior está “chapado” a primeira reação da mãe, é de ir até o quarto do filho que está com um amigo e “fazer a cabeça deles virar para as costas”. Logo, Michael a segura e diz que o se devem fazer é “brincar com a cabeça deles”.
Bom, no geral a essência do programa é essa, conscientizar os filhos da maneira mais inusitada possível. E, sinceramente, parasse funcionar. É possível, também, tirar algumas lições de vida. É uma família que saiu da pobreza e atualmente tem uma condição financeira bastante estável. Em alguns episódios, o programa soa um pouco machista quando  Michael não aceita que Jay trabalhe. Mas logo, esse preconceito do marido para com a mulher, acaba e vem na forma de lição.

Pro Fernanda Velasco 

ESQUENTA??????



            O presente excerto não configura necessariamente uma crítica, posto que não considero possuir elementos suficientes para sustentá-la, tão pouco sou telespectadora assídua do programa ao qual me proponho discutir. Este é um intento de uma reflexão, de apontamentos que valem a pena serem considerados.
            O programa “Esquenta” mostra uma visão muito estereotipada do Brasil e principalmente das favelas... Segundo o que é mostrado no programa, favela é sinônimo de churrasco na lage, mulher com roupa curta, “pagodão” e muita gente feliz. Favela não é só isso. Aliás, favela é muito mais que isso. Além disso, acho que o programa mistura muito temáticas das esferas social e política tentando mostrar uma tal diversidade cultural, mas acaba tratando desses assuntos de forma muito superficial e muitas vezes até otimistas demais. Eles tratam a questão do racismo, por exemplo, como se tudo fosse lindo, como se não existe preconceito e tá tudo certo. O programa reproduz um discurso de democracia racial que NÃO EXISTE, na verdade (pelo menos aqui no Brasil).  No programa eles mostram os negros são predominantes na plateia e no corpo de figurantes, mas se for pararmos pra pensar, nem mesmo nas novelas da mesma emissora não vemos negros, pelo menos não em papéis principais, mas, na maioria das vezes, como subalternos. O programa mostra o negro com uma única faceta, o negro que samba, que gosta de samba e funk, que mora na favela, reforçando um estereótipo, apenas.
            Agora, refletindo... todo mundo convive em harmonia, como mostrado no programa? Será?
            E por trás disso vem uma questão muito mais ampla, que se refere a emissora na qual o programa é transmitido, uma rede sensionalista, sensurista, ditadora de opinião como a Rede Globo. Essa rede não representa as massas sócias. O programa tenta mostrar que aquele é um espaço que “discute” essas mazelas sociais, mas, está longe de ser, de fato, um espaço para tal.

Por Eliziane Veríssimo

Faustão - Programa Perdidos na Noite


Para comparar, pensando na postagem da Raphaela que vem a seguir. Programas diferentes, o mesmo Faustão?

Domingão do Faustão


O Domingão do Faustão é considerado um dos programas mais antigos da Rede Globo, ele está no ar desde 1989. Considerado programa de auditório brasileiro dominical é exibido atualmente das 18h05min às 20h50min, comandado por Fausto Silva (Faustão).
Digo que nunca os domingos da família brasileira têm sido tão sem atração como os de hoje em dia. Sei que muitos irão discordar dizendo que o programa em questão é de gosto popular. Mas bato na tecla da falta de criatividade e da mesmice em que o programa se encontra.
Cheio de altos e baixos em sua audiência o programa gira em torno de piadas sem graça e entrevistas com famosos. Entretanto o que mais me deixa intrigada é que num domingo desses, sem nada pra assistir, acabei “caindo” no programa do Faustão. Cinco minutos assistindo já foi o suficiente pra “morrer de raiva”, o apresentador simplesmente dava fora nos convidados, não os deixavam ninguém falar alem de ficar falando “Ô LOCO MEU” toda hora. Coisa mais irritante! Confesso: tenho total antipatia pelo programa e principalmente pelo apresentador   
Sendo assim, acredito que o programa está longe de ser o sucesso retumbante do passado se é que houve um.

Por Raphaela Pagliaro

SP Acontece


Seguindo a mesma linha de criticidade da minha amiga Daryane, gostaria de analisar o programa SP Acontece, apresentado pelo tão conhecido Datena na Band. O apresentador é altamente sensacionalista: quando ocorre um fato que pode chamar mais a atenção do telespectador, o programa limita-se ao fato ocorrido. A narração dos fatos é carregada de uma emoção exagerada, com a finalidade de prender o público que se sensibiliza com os casos por ele apresentados. Ainda, trata-se de um apresentador grosseiro, sem educação e bons modos, que não consegue ao menos disfarçar a falta de educação que carrega, nem mesmo ao vivo. Desta forma, creio que o horário poderia ser direcionado para programas que mostrassem os fatos, e que permitissem ao telespectador concluir, opinar, criar seu ponto de vista, e não permitir que as opiniões sejam introjetadas por uma metralhadora falante formadora de opinião.

Por Ninoca Versone 

Castelo, DOIS COMENTÁRIOS


COMENTÁRIO 1
Durante os anos de 1994 ate o ano de 1997 foi produzido um programa chamado “Castelo Rá-tim-bum” voltado para o público infantil até o público adolescente. O programa era estilo uma série que contava a história de uma família de bruxos (tio Vitor, ia Morgana e o sobrinho Nino) que moravam em um castelo (por isso o nome). Nino tinha três fieis amigos (Biba, Pedro e Zequinha) que o visitavam todos os dias, e juntos participavam de grandes aventuras. O programa era muito interessante, pois de uma forma bem educativa e intrigante estimulava as capacidades cognitivas que estão em desenvolvimento, principalmente durante a infância. O programa tinha diversos quadros inclusos durante o episódio, como, por exemplo, “Tibeo e Perônio” que eram dois irmãos que faziam experiências e desmistificavam varias hipóteses, alem de outros como, “aprendendo a tomar banho”, ”passarinhos (instrumentos musicais)”, “aprendendo a lavar as mãos”, quadros sobre, culturas diferentes, e curiosidade. O público tinha uma enorme aceitação, inclusive os adultos. A linguagem era de extrema simplicidade facilitando assim o entendimento de todos que o assistiam.

Por Bruna Bru

COMETÁRIO 2
"Senta que lá vem história..."
Acho que não há uma só pessoa que, nascida entre o fim da década de 80 e o início da de 90 (como eu), não tenha ouvido falar do consagrado programa infantil Rá-tim-bum. Produzido pela Cultura entre os anos de 1989 e 1992, e sob a direção de Fernando Meirelles (é, aquele de Cidade dos Homens), o programa evocava a interatividade na maior parte de seus quadros, quando nos colocava na posição de alunos de um certo professor Tibúrcio (vivido por ninguém menos que o líder do atual CQC, Marcelo Tas), ou mesmo quando nos enfiava no gigante quarto de Nina para ouvir suas histórias e queixas, como um amigo imaginário de que ninguém, exceto ela, tem conhecimento. Isso deixava em mim a sensação de que havia contribuído ao menos um pouco para o desenrolar das tramas. Afinal, eu sentia que era diretamente para mim que falavam os Contadores de Histórias, ao emprestarem vida a objetos inanimados, e me sentia pessoalmente desafiada com os questionamentos da Esfinge.
Em minha opinião, tratava-se de um pacote completo: ao passo que procurava manter esse diálogo com os telespectadores, mantinha seu foco em temas de grande importância para as crianças em idade escolar, seu público alvo: alfabetização, noções de ciências, respeito, todos envoltos em uma série de efeitos sonoros, chamadas (como aquela, tão conhecida, que serviu de título a esse post), cores e imagens capazes de ganhar a atenção do mais desinteressado ouvinte. 
Reconheço, sem qualquer embaraço, que este é um programa que me remete à uma época boa, quando aprender parecia mais descomplicado, e quando colocar-se em frente a televisão não exigia, de uma criança, tantos filtros e criticidade. Sem dúvida alguma, fez parte de minha infância.
Por Renata Nogueira de Medeiros.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

RG-0 d 4 - O casos de família comemora mil programas


Daryane, na postagem que antecede a essa, citou este programa colocando-o na categoria "sem noção". Isso me fez pensar na versão anterior do programa Casos de Família, muito mais interessante e suave. Daryane, observe as duas apresentadoras. O que as aproxima e o que as fez diferentes? Todo mundo pode responder!!

Casos de Família


Quando me foi pedido para comentar sobre a produção de um programa de televisão o primeiro nome que me veio à cabeça foi “Casos de Família”. Eu não poderia deixar de falar do programa que considero o mais sem noção da televisão brasileira. De acordo com a página do programa no site do SBT, o Casos de família é um talk show diferente (e como!) apresentado pela jornalista Cristina Rocha. Sinceramente não consigo compreender como uma pessoa se sujeita a “apresentar” um programa onde não há o mínimo respeito entre os convidados. Ainda na página do programa é possivel ler a seguinte frase: “anônimos revelam suas histórias supervisionados pelos psicólogos Anahy D’amico e Ildo Rosa da Fonseca”. “Esse é o único programa do gênero que tem um psicólogo”, explica a apresentadora Christina Rocha. Aí eu me pergunto: Pra que a presença de psicólogos se os mesmos abrem a boca apenas nos últimos 3 minutos de programa? Podemos perceber então que o auxílio de um profissional para a resolução dos conflitos é deixado em último plano. Outro aspecto que chama a atenção são os temas dos programas, ex: Minha mãe virou perivelha!; Tem muita sardinha querendo se passar por salmão; Meu marido chupa laranja, e eu como o bagaço; Não sou gay, é que está na moda ser flex. Esse programa não tem a intenção de ser levado a sério, tem? Acredito que o Casos de Família não alcança nenhuma das competências citadas na postagem “O que seria televisão de qualidade.
Por: Daryane Ribeiro

Chaves - O Álbum de Figurinhas (1977)


Lá vem o Chaves, com historinhas bem gostosas de se ver...
Há 42 anos atrás (em breve 43) um garoto de apenas 8 anos saiu do seu barril para conquistar o mundo. Sim, o mundo...por que ainda hoje o programa é exibido em cerca de 30 países (incluindo China, Japão, França, Itália, Estados Unidos, entre muitos outros).
Mas o que torna esse programa tão especial???
Muito provavelmente seu estilo de humor simples, puro e de fácil entendimento, o que torna a série atemporal e garante seus fãs em todas as faixas etárias. Outro ponto favorável está na composição dos personagens, todos tão próximos a pessoas comuns, que é difícil não se identificar com as características de cada um.
Pensando nesses aspectos a série apesar de sua produção simples é um modelo de programa de qualidade na televisão mundial, pois além de ensinar valores também diverte de uma forma pura, sem a necessidade de palavras de baixo calão ou apelo à vulgaridade como outros programas de comédia atuais.

Por: Rafael Lima Martins

Os Simpsons - 23ª Temporada - Fim de ano do Futuro Passado (Dublado - Co...


Bom, tudo bem com vc´s? Estarei falando agora do meu programa de TV favorito, Os Simpsons. Difícil imaginar alguém que nunca ouviu falar dessa família amarela e cheia de histórias para contar. Trata-se da vida de uma família de uma cidade pequena dos EUA, sendo que a família não bate muito bem da bola. O grande diferencial que faz esse programa existir há mais de 24 anos é o humor inserido a partir de problemas da sociedade. Os Simpsons mostra de maneira ácida, porém aberta as principais discussões que se possa fazer sobre os problemas de uma comunidade, como por exemplo, a escola pública sucateada, onde as mentes que podem ser brilhantes são sufocadas pela má qualidade e falta de oportunidades, onde também os mais criativos acabam sendo taxados de diabinhos pelos professores, porém torna-se possível entender que hoje esse tipo de comportamento só reflete as reais qualidades de um aluno que não está preparado para obedecer ordens sem sentido para cair nas garras de um mundo sem compaixão. O pior é que isso é visto desde o início do seriado no inícios dos anos 90, e hoje infelizmente vemos que o problema perdura. Os Simpsons é muito mais do que um show de piadas sem sentido e sem graça (até porque par amim tem muita graça), são piadas direcionadas a assuntos específicos, são críticas a real condição da sociedade e dos problemas dela no decorrer dos anos, o que faz o programa ser tão bom talvez seja essa questão de divertir e alertar ao mesmo tempo para algumas situações.
Por Pedro Macari 

National Geographic - Darwin's Lost Voyage


National Geographic Channel para comemorar os 200 anos do nascimento de Charles Darwim e os 150 anos da publicação de sua obra, Origem das espécies, apresentou um especial Darwin sobre o trabalho de exploração da América do Sul e a evolução. Vale muito a pena conferir e se deslumbrar sobre o mundo da paleontologia , como era os animais que habitavam a Terra e até mesmo refletir sobre nossa própria evolução e nosso papel atualmente.
Procurando alguns sites sobre o programas feitos para comemorar os 150 anos da a Origem das espécies achei um link que é a cara dos curiosos. Como você seria no passado? Já pensou? Deixo o link a baixo para que quiser matar essa curiosidade!
http://www.youtube.com/watch?v=DX1iplQQJTo

Por Caroline Côrrea 

Encontro com Fátima Bernardes


Este programa foi muito comentado nas propagandas como sendo uma nova proposta de programação das manhãs da rede Globo e uma mudança na carreira da apresentadora, até então dedicada ao jornalismo. Porém em minha opinião este programa não desperta o interesse do público, pois seus integrantes desempenham mais preocupação pelos fatos relacionados à sua estrutura do que por seu conteúdo.
Atualmente, o contato com o “povão” no palco já não faz mais parte do programa em minha opinião essa participação era a parte mais legal, pois mostrava a realidade do país. Os convidados estão posicionados para um canto mais afastado do cenário, acho que eles incomodavam a apresentadora, por serem mais naturais do que artificiais. Para conseguir mais audiência observamos ainda algumas mudanças na direção geral, e a principal delas é que o programa está mais musical. Nada de surpreendente, já que muitos programas da rede globo tem a mesma estrutura.

Acho que Fátima Bernardes fazia mais sucesso apresentando o ilusório jornal nacional.
Por Sandra Regina  

The Walking Dead



COMETÁRIO 1
Por que as pessoas gostam tanto de “The Walking Dead”? Para você que não conhece (acho difícil alguém que não conheça) The Walking Dead é uma série de TV norte-americana que mostra a luta pela sobrevivência de algumas pessoas após um apocalipse zumbi. Já foram finalizadas três temporadas e a quarta temporada está programada para outubro deste ano (longo tempo de espera para quem é fã, como eu). Aqui no Brasil ela é exibida pelo canal a cabo FOX e pela BAND também.
            Uma possível resposta para a minha pergunta é que The Walking Dead nos permite ver situações semelhantes a que existia na era primitiva, no qual não havia nenhum tipo de tecnologia. E ainda as pessoas tem que se preocupar com possíveis predadores (os zumbis, nesse caso), buscar alimento, proteger o grupo ao qual está inserido e confrontar com grupos inimigos. Sem contar os surtos psicóticos que surgem e a pressão psicológica que existe a todo tempo. Será que algum dia chegaremos ao ponto de não haver medicina, tecnologia, comida farta em supermercados e ter que passar por algo semelhante?


Por Augusto S. Souza


COMENTÁRIO 2
The Walking Dead (Os Mortos Vivos),é uma  série  de TV do canal pago estadunidense AMC, baseada nas histórias em quadrinhos de Robert Kirkman, publicadas no Brasil sob o título Os Mortos-Vivos. The Walking Dead acompanha o grupo de sobreviventes liderado por Rick Grimes (Andrew Lincoln) onde lutam por suas vidas em um mundo dominado por zumbis. No Brasil, a série é transmitida pelo canal pago FOX e também na TV aberta, pela Band. A série conquistou milhões de admiradores, e em 2010, foi indicada ao Globo de Ouro na categoria Melhor Série Dramática , e venceu o Emmy Award de 2011 pelo trabalho de maquiagem dos mortos vivos. Está na terceira temporada, e há grande expectativa para uma provável continuação.
O sucesso de The Walking Dead  se deve, segunda minha opinião, ao fato de atingir diferentes perfis de espectadores. Aqueles que buscam terror, ação e suspense, encontrarão em quase a totalidade dos capítulos da série. No entanto, a forma como os sobreviventes tentam resgatar a organização civil e a identidade com o mundo é muito intrigante, e possivelmente é o grande diferencial da série. Os mortos vivos, assim denominados, são também chamados de monstros, zumbis, bichos, e alguns outros termos. Há, em várias ocasiões, uma relação de afeto parental com vários destes seres, pois foram antes da catástrofe, cuja origem não é evidenciada na série, esposas, filhos irmãos e amigos dos sobreviventes, que são obrigados a exterminá-los, sobrepondo assim o sentimentalismo e os laços que os uniram no passado.
A relação entre os vivos é também conturbada, com novos líderes e candidatos a tal surgindo a todo o momento, divididos em grupos,  defendendo seus interesses coletivos e particulares, gerando assim vários conflitos. É desta forma que caminham, como nômades, buscando um lugar seguro onde possam construir um novo lar, ao abrigo dos zumbis e grupos de sobreviventes que possam destruir o que conquistaram.

Por Evaldo Maia 

domingo, 30 de junho de 2013

Mundo de Beackman

“Mundo de Beackman” foi um programa exibido pela TV Cultura entre os anos de 1994 e 2002. Um programa que trazia experiências e teorias científicas de forma irreverente, às vezes o ator se fantasiando como algum cientista (Albert Einstein, Newton, Darwin, Graham Bell etc.). Um programa que nos deixou saudades e instigou muitas pessoas às ciências.
Agora vamos sair um pouco da televisão e vamos ao YouTube, onde podemos encontrar coisas boas, como o Iberê Thenório que coordena “O Manual do Mundo”, programa bem semelhante ao “Mundo de Beakman”.

Para quem gosta desse tipo de programa, vai o link do site do Manual do Mundo http://www.manualdomundo.com.br.

Por Felipe Tiepo

Rede Globo - Programa Bem Viver -

O programa Bem Viver é muito bom, pois apresenta temas bastante diversificados e que estão relacionados com o nosso dia-a-dia.  Os assuntos discutidos no programa são interessantes e interativos permitindo a participação do público por meio de perguntas enviadas por e-mail.  O programa utiliza-se de uma linguagem simples, porém não dispensa a ajuda de profissionais especializados para passar as informações corretas ao público. Os temas estão na maioria das vezes relacionados com a saúde e trazem reportagens e entrevistas de qualidade.  É importante destacar que o uso de uma linguagem mais simples não compromete o caráter técnico-científico do objeto em discussão, mas sim proporciona a democratização do conhecimento para todas as classes sociais. É interessante pensar que o perfil das pessoas que assistem a esse tipo de programa não são necessariamente de todos os níveis sociais, mas são de pessoas que buscam instrução e entendimento sobre as questões que lhes são úteis.

Por Werana 

É Fantástico!




Um programa que conquista grande audiência na tv brasileira. principalmente por abordar temas que despertam a curiosidade da sociedade, como assuntos políticos, científicos e avanços da medicina. É muito interessante acompanhar esse programa, principalmente por serem poucos os programas que tratam de assuntos desse aspecto. Porém é preciso ter cuidado com a interpretação das informações que são transmitidas, pois, por se tratar de um programa para o público em geral, alguns recortes são feitos, e isso pode gerar interpretações erradas, principalmente em assuntos relacionados a ciência, e que podem ser utilizados na educação.  Os professores que utilizarem, devem fazer seu papel, e intermediar de forma coerente o que é exibido na mídia e o que deve ser abordado em sua aula, visando as opiniões e idéias que serão criadas por seus alunos. 

Por: Angelo Antonio Franzoi Ardengui - Licenciatura em Ciências Biológicas - UFTM.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

E a aula de hoje é sobre....South Park!


South Park é uma série americana criada por Trey Parker e Matt Stone e exibida no canal Comedy Central. Destinado ao público adulto, o programa tornou-se infame por seu humor negro, cruel, surreal e satírico que abrange uma série de assuntos. A narrativa padrão gira em torno de quatro crianças (Stan Marsh, Eric Cartman, Kyle Broflovski e Kenny McCormick) e suas aventuras bizarras na cidade-título do programa. Gosto de South Park pois aborda vários problemas existentes na sociedade, tais como questões éticas, o preconceito, guerras e outros, de maneira extremamente reflexiva, onde apenas quem trabalha o senso crítico consegue perceber. Trabalhar South Park nas escolas com certeza não será possível, pois apresenta uma linguagem bastante vulgar com vários palavrões ,porém é uma maneira real de alertar as pessoas sobre problemas sociais que ocorrem em todo o mundo. Por: Daniel Leonardo Ferreira - Aluno do curso de TICS – Biologia -UFTM

terça-feira, 18 de junho de 2013

Disciplina TIC e o Ensino de Biologia: tarefa online!

Alunos, bem vindos ao meu blog particular sobre televisão! Particular, mas público. A tarefa de vocês será desenvolvida em etapas, descritas a seguir.
1) Leiam todas as postagens do blog (são poucas, apenas 45) e comentem em pelo menos uma das postagens, ao gosto do freguês! (Há muitos conceitos importantes espalhados pelo blog, como "televisão de qualidade" e "diferença entre informação, conhecimento e saber". Fiquem atentos a eles, pois utilizaremos muitas vezes até o fim do curso, e se der certo enquanto aprendizagem, isso passará a residir em vocês como "sabedoria"!)
2) Utilizando os critérios da postagem O que seria televisão de qualidade?  escolham um programa de televisão (ao gosto do freguês novamente!vale série de tv e Rodrigo Faro!) e escrevam um pequeno texto comentando a produção. Lembrem-se, é preciso pensar o programa a partir das competências indicadas na postagem. Garimpem na televisão, principalmente, os programas que falam sobre ciência (mas pode ser outro assunto, se acharem pertinente). 
3) Cada texto deve ser enviado para meu email, para que eu possa lê-lo e postá-lo. Vocês terão até o dia 1 de julho para fazer o envio. Por favor, escrevam textos bem humorados e atraentes, isso aqui é um blog não uma prova! 
4) Por último, cada aluno deverá retornar ao blog, depois que as postagens já estiverem sendo exibidas, e comentar pelo menos uma postagem escrita por um colega!
Bom trabalho moçada e viva o Galpão! 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Uberaba em Chicago

Mais uma produção realizada pelo Núcleo Experimental de Cinema da UFTM. O produto final foi pensado e orquestrado por alunos do ensino médio e alunos da graduação que integram o núcleo. Escolhas deles, entrevistas feitas por eles, edição deles. Na produção eles começam a desenvolver a criticidade, quando confrontados com as obviedades das suas escolhas. Eles, por exemplo, utilizaram nas e entrevistas a pergunta "O que você faria (ou como gostaria de ser tratada) se fosse A ÁGUA? Eles pensaram na pergunta dentro da categoria "perguntas inusitadas". Mas, ao trabalhar com eles antecipadamente as possíveis respostas eles perceberam que as respostas seriam previsíveis (Gostaria de ser poupada...exceto EU, que diria: Se eu fosse a água eu queria ser um hidrante estourado, pro povo todo tomar banho e se divertir, queria ser usada abundantemente e fazer as pessoas felizes!. O melhor mesmo é vermos os jovens pensando o uso das imagens e dos sons, e deslumbrando-se com os conteúdos! vejam o resultado, o filme será exibido em um evento acadêmico em Chicago, nos próximos dias.

sábado, 26 de janeiro de 2013

"Todo mundo tá feliz" no sábado a tarde???


 
Ficar sem acesso a TV aberta pode fazer com que uma pessoa vire um alienígena ao conversar (e não conhecer nenhum nome de famoso!), mas nos poupa de muita decadência. TV Xuxa, sábado a tarde. A mulher está replicando o formato do colega de emissora Serginho Groisman colocando no palco vários músicos, quase em simultâneo e que se revezam no "bombardeio sonoro". O programa é um esforço para dar certo, sem dúvida, mas a Xuxa como apresentadora é um verdadeiro desastre, uma aberração, algo que devia ser estudado (não por mim) para entendermos porque esta criatura teve tanta influência na televisão. Hoje ela tem prestígio e grana, mas dúvido que se estivesse começando agora com o modelão que usou na década de 80 para os programas infantis teria tido sucesso. Outras loiras que insistiram no modelão fracassaram, mais recentemente. A apresentadora Eliana, que não se lembra eu conto,precisou afastar-se da apresentação do seu infantil (isso faz algum tempo, quando ela ainda o fazia no período da manhã) e o programa foi mantido no ar "apenas com os desenhos" que a loira anunciava entre uma brincadeira e outra. Surpresa: a ausência dela não fez diferença no IBOPE. Logo a emissora entendeu que estava jogando dinehiro fora, porque com ou sem loira as cirnaças viam os desenhos! Mas voltando a Xuxa, quase dá compaixão, se ela não fosse tão rica (eu sei, ricos também merecem nossa compaixão...). Com a idade ela não podia ter se tornado "classuda" e elegante? Não, a pobre tem necessidade que as pessoas a achem bonita e atraente e fica com quilômetros de pernas à mostra, com aquela cabecinha no topo e uma roupa que esconde eventualmente "gordura nas vísceras". Fiquei deprê por ela e fui buscar imagens da Carla Bruni, essa sim classuda. Recebeu um ator, e a conversa seguiu com aquela vozinha infantil e eventuais gargalhadas histéricas cobertas pela mão. O ator pareceu inteligente, o que me surpreendeu, mas depois cheguei a conclusão que era por conta da presença dela. Muitas gírias, perguntas imbecis, risos irritantes, voz de criança, música pupular de baixíssima qualidade, cortes grosseiros...E a Globo tira quem do ar?? Renato Aragão! Pois, se parecia não poder piorar...acabou a Xuxa e entrou no ar o representante vivo mais preciso da expressão "falta total de espontaneidade": Luciano Huck! Válha-me Deus, como é fácil fazer televisão ruim....
 
PS: O modelo de hoje era ainda pior.....

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O que significa excluir o Didi da programação?

E manter a Xuxa! A Rede Globo fez bobagem, e espero que se dê conta antes que seja tarde. O programa do Didi é genial por ser simples e não pretender nada além do previsível. Isso não é nada fácil, embora seja simples. Além disso, é familiar para o público. Uns dizem odiar, outros amam (meu caso) mas todos assistem! As emissoras precisam pensar em sua identidade antes de fazer uma mudança como essa. E depois do Didi, o que irão tirar: globo repórter? jornal nacional? sessão da tarde??? Cuidado, Rede Globo, mudar algumas coisas no corpus conquistado ao longo dos anos pode ser como uma cirurgia plástica mal sucedida, vamos deixar de reconhecer a emissora.Divirtam-se com esse excerto do Didi...

domingo, 4 de novembro de 2012

Garimpo de cenas: escada de Jacó

Avanço nisso de pensar mídias e aprendizagens. Então, no feriado fiz um curso de edição em Cinema. O resultado são estes vídeos apresentados agora. Sim, foram editados. Palpitem.

Garimpo de cenas: o vira

Garimpo de cenas: vento

Garimpo de cenas: tuna

Garimpo de cenas: o balé das medusas

domingo, 30 de setembro de 2012

qualidade da programação X competências cognitivas e intelectuais da audiência


A discussão sobre a falta de qualidade dos programas vespertinos na televisão brasileira (programas que têm similares em quase todas as televisões do mundo) deixa-me aborrecida pelo excesso de lugares comuns e quase nenhum avanço reflexivo sobre o tema. O problema parece ser o conteúdo dos programas. Para  alguns os conteúdos oferecidos não correspondem de fato ao que a população gostaria de ver, a programação é de mau gosto, mas a população teria gostos mais refinados. Para outros sujeitos envolvidos nesta discussão,  a programação é exatamente aquilo que a população deseja ver, uma programação de baixa qualidade para uma população medíocre. Para começar, imagino que valha tanto a pena discutir se a programação é baixa qualidade (tentando abranger a complexidade do termo), quanto se poderíamos apenas supor que a população é medíocre ou de bom gosto e mal atendida. Além disso, não podemos esquecer que em cidades como São Paulo o índice de audiência é medido minuto a minuto. Isso significa que qualquer conteúdo colocado no ar tem em um minuto o veredicto da audiência, queremos ver isso ou não queremos ver isso. Definitivamente a população quer ver o que tem sido exibido nestes programas vespertinos, que fazem não mais que tentar dar a população o que ela deseja. É por isso, que em alguns programas vemos atrações anunciadas entrarem e saírem de cena em alguns minutos com apresentadores dizendo "Obrigada por sua participação, foi muito bom ter você aqui, esperamos ter você novamente aqui em breve" e "tchau"! Acho temeroso que as discussões sobre a qualidade da programação X competências cognitivas e intelectuais da audiência reduza os conteúdos a duas categorias: culturais e não culturais, ou em outras palavras, eruditas e populares. Sem dúvida os programas vespertinos são populares. A minha participação e a participação dos meus alunos no programa Mulheres da TV Gazeta, poderia ser tomado como ponto de partida para percursos alternativos nesta discussão. Nossa participação era sobre ciência, assunto considerado de elite, mas que a audiência adorou, como indica o tempo médio de 40 minutos no ar. Mas se esta audiência "dita popular" aprecia temas "ditos eruditos" não podemos dizer que uma audiência "dita intelectual" aprecia assuntos "ditos populares". Ponto para a audiência popular, cujo repertório é mais diversificado! Mais do que categorizar conteúdos e audiências, precisamos pensar programas provocativos para a pensamento e começar a dialogar de maneira real com a população que passa horas em frente a televisão. 

domingo, 16 de setembro de 2012

Indigesto mas POTENCIALMENTE instigante

Aqui em casa temos visto a série Breaking Bad na mesma regularidade que os personagens do filme fazem e consomem o cristal azul. Estamos viciados. Os episódios são densos, tratam dos valores politicamente corretos sob uma ótica torta e integralmente reais. Ousa dizer aquilo que ninguém diz. Afinal quais as fronteiras do lícito e do ilícito? Afinal o quanto de maldade existe naturalmente dentro de cada um de nós e o que faz com que usemos ou não esta maldade? As temporadas são artisticamente organizadas (sim, isso é arte) de maneira a causar no telespectador repulsa, curiosidade e "dependência". Assim, ficamos sempre ali a espera do que está por vir. Os personagens são maravilhosos em sua complexidade (e a interpretação dos atores torna a coisa ainda mais bonita). Embora a temática seja indigesta e haja muito sangue e violência, é uma espécie de exercício para o cérebro, ou quem sabe um saboroso alimento. O percurso discursivo é tudo menos linear. O pensamento de quem assiste é convidado a caminhar livre e temeroso pelas cenas em que questões éticas e comportamentais são propostas, como quem caminha em uma casa enorme, cheia de quartos e passagens secretas. A gente nunca sabe onde cada caminho vai dar e quem vamos encontrar pelo caminho. Comentem!!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Livro sobre rádio e ciência

Acabou de sair meu livro sobre rádio e ciência. Quem quiser comprar antecipadamente, vá ao link da editora: http://www.editoracrv.com.br/?f=produto_detalhes&pid=3115
E não se atrase na leitura, porque logo a seguir vem um segundo livro sobre televisão e ciência.
Diz se não é uma bom presente de Natal?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Considerações vespertinas

- Vídeoshow: o apresentador André Marques insiste em chamar sua colega de Japinha. Ruim? Péssimo, nem mesmo sei o nome da moça. Não seria interessante se a cena se desenrolasse assim: -Oi, Japinha.. e ela: -Oi, Bolota, diz aí, o que vai rolar hoje no Vídeo show?
- Jornal Hoje: por favor, exercitem um pouco de espírito crítico! Dona Jorgina, a aposentada que fez um empréstimo consignado e recebe um salário de benefício não tem plano de saúde para colocar na lista de despesas! Parem de humilhar o cidadão expondo geladeiras vazias e fazendo insinuações que nos levam a entender que o brasileiro comum é caloteiro e gastão! Sugestão: um Reality show com um desses repórteres globais vivendo com um único salário mínimo por três meses! Vocês acham que eles pegariam empréstimos? 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Escola X Televisão


A novela é Sinhá Moça, da Rede Globo. Como um professor de história, utilizando um livro didático linear, com aspecto cansado porque trabalha mais de 40 horas por semana, sem nenhum apuro estético para escolher o que vestir, sem trilha sonora, sem cuidado com a linguagem (afinal, está tudo no livro), evitando as emoções....pode ser melhor que uma novela como Sinhá Moça??!!

sábado, 10 de julho de 2010

Jornalismo e vozes


Hoje recebi uma mensagem de um sacerdote que trabalha em Angola reclamando que os jornalistas só garantem visibilidade midiática aos padres pedófilos e que nunca falam sobre os muitos religiosos que dedicam suas vidas pelos menos afortunados. A queixa é legítima e não aconteceria se nos manuais em que os jornalistas estudam o discurso fosse tratado para além do texto escrito. Normalmente as orientações que estes profissionais recebem quanto a produção textual referem-se a clareza, coesão, objetividade...Em outras palavras, pensem no que a Ana Paula faz e façam o avesso! Eu até reconheço que uma informação pode ser entendida mais rapidamente quando disponibilizada em uma frase curta. Observando minha irmã dar aulas de natação, por exemplo, percebo que as informações que ela disponibiliza para os alunos sob a forma de instruções são melhor compreendidas e executadas quanto menor  for o número de palavras que ela usar. Em muitas circunstâncias o excesso de palavras confunde o receptor, que escolhe seguir outros caminhos interpretativos na mensagem. Mas isso não significa absolutamente que o receptor só esteja apto a apreender frases curtas e simples com palavras conhecidas! Tampouco que o jornalista deva ater-se a esse tipo de construção. E de que maneira a análise do discurso poderia ajudar aos jornalistas a saírem dessa pobreza discursiva e quem sabe diminuir a aflição do padre angolano? Penso que é preciso reconhecer a pluralidade de vozes presentes em cada notícia e produzir matérias que possam garantir a materialização de cada uma dessas vozes! Não se trata de dar voz a sujeitos de diferentes categorias, mas de identificar as vozes presentes em cada fala para então não haver uma mensagem uníssona. 

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Avaliando o Mais Você, da Ana Maria Braga

Vamos lá, vamos testar aqui um instrumento para avaliarmos a qualidade de um programa (e não de uma emissora inteira!) a partir do que foi dito no post anterior. Quem quer participar? É um teste. Vou usar os 7 ítens compilados por mim na tese, mas podemos modificar depois. Para sabermos quanto o programa exercita ou não as capacidades elencadas, pensei em trabalharmos com uma gradação: nada, na medida e um exagero. Para inaugurar o instrumento escolhi o programa Mais você, exibido pelo monstro do lago Ness, a Rede Globo. Quando posso vejo a Ana Maria, então, vou avaliar o todo trazido à tona por minha memória de telespectadora. Se fôssemos levar a sério o rigor de uma pesquisa os procedimentos seriam outros. Mas é só para sair do discurso e darmos início a um suposto teste. Então, como é o Mais Você, quanto.... 



Instrumento para reflexão sobre a qualidade de um programa de televisão

Capacidades
Nada
Na  medida
Um exagero
1.Usar bem os recursos expressivos próprios do meio (boa imagem, bom roteiro, boa interpretação);

 X

2.Perceber possíveis demandas da audiência e demandas da sociedade e transformá-las em produtos

 X

3.Aventurar-se quanto ao uso dos recursos de linguagem em uma direção inovadora
 X


4.Promover valores morais, éticos e humanitários, assim como favorecer a apreensão de certos conhecimentos, ao incluir no projeto aspectos pedagógicos e psicológicos do processo ensino-aprendizagem
 X


5.Gerar comoção nacional em torno de grandes temas de interesse coletivo, mobilização e participação


 X
6.Valorizar a diversidade, garantindo a presença de minorias e excluídos, valorizando as diferenças no lugar de uma unidade nacional e padrões de consumo uniformes

 X

7.Oferecer diversidade em seu elenco de programas, favorecendo as múltiplas experiências televisuais. 


 X



3




3




1

E então, concordam ou discordam da minha avaliação? Parece-me que quando há o "nada" ou o "em exagero" é que devemos ficar atentos. Enquanto preenchia o quadro vislumbrei modificações, mas vou esperar que vocês se manifestem. E este resultado nos diz o que sobre o programa da Ana Maria? 

O que seria televisão de qualidade?



Da minha tese, para pensarmos todos. 

"(...) Pensar televisão de qualidade nos desobriga ao juízo de valor de partida, homogeneizando todo o conjunto da obra televisiva sob o estigma da televisão má ou televisão boa, e nos permite redirecionar o olhar para a pluralidade de programas que compõem este promíscuo conjunto, sob novo prisma analítico. Cada programa televisivo pode ser avaliado enquanto produto em suas muitas dimensões processuais, de maneira que o significado da expressão qualidade poderá ter inclusive interpretações muito variadas. Mulgan (apud Machado, 2005) nos estudos dedicados á televisão de qualidade chegou a algumas acepções para o termo, aqui condensadas por nós. Quando declaramos que determinado programa apresenta qualidade, estamos nos referindo a uma ou mais das seguintes competências:

1- Capacidade de usar bem os recursos expressivos próprios do meio (boa imagem, bom roteiro, boa interpretação);
2- Capacidade de perceber possíveis demandas da audiência e demandas da sociedade e transformá-las em produtos;
3- Capacidade especial para aventurar-se quanto ao uso dos recursos de linguagem em uma direção inovadora;
4- Capacidade de promover valores morais, éticos e humanitários, assim como favorecer a apreensão de certos conhecimentos, ao incluir no projeto aspectos pedagógicos e psicológicos do processo ensino-aprendizagem;
5- Capacidade de gerar comoção nacional em torno de grandes temas de interesse coletivo, mobilização e participação;
6- Capacidade de valorizar a diversidade, garantindo a presença de minorias e excluídos, valorizando as diferenças no lugar de uma unidade nacional e padrões de consumo uniformes;
7- Capacidade de oferecer diversidade em seu elenco de programas, favorecendo as múltiplas experiências televisuais.  
Quantos programas de baixo orçamento apresentam falhas na edição, ruídos e interpretações toscas, mas podem ser considerados bons programas graças á autenticidade da linguagem, revelando-se uma alternativa instigante na programação? Em contrapartida, quantos programas com finalidade educativa declarada são produzidos tendo a disposição a última geração em recursos técnicos e um elenco de estrelas, mas ao ignorar demandas da recepção e aspectos pedagógicos relevantes convertem-se em programas ruins, quase desempenhando um papel deseducador? Alcançar bons índices de audiência estaria atrelado a quais dessas dimensões de qualidade?"  


terça-feira, 22 de junho de 2010

A pedidos

Minha tese e a dissertação.

Rede Globo de Televisão, EUA, Schumacher e Eike Batista


É preciso ser incansável para sobreviver e manter o bom humor com a recorrente militância brasuca contra certos ícones de sucesso. A bem sucedida Rede Globo, por exemplo, sempre aparece nas listas de vilãs nacionais. Normalmente quem combate a emissora combate também os EUA, o piloto Schumacher e o industrial Eike Batista, imagens de poder e vigor. Não vou aqui discutir essa estratégia de esquilo na chuva, maniqueísta e simplista, sempre agregando-se aos mais fracos e opondo-se aos fortes. Parto aqui em defesa da Rede Globo e da televisão de qualidade que ela sabe fazer. Quando falo de televisão de qualidade refiro-me ao conceito apresentado pelo British Film Institute,em 1980.Quem quiser saber mais basta ler minha tese . Sou uma telespectadora eclética e determinada, vejo absolutamente tudo que aparece na televisão, pelo menos uma vez, independente de um suposto caráter erudito ou popular. Aliás, os mais próximos acham meu gosto duvidoso, pois aprecio programas de auditório e humorísticos pouco sofisticados. Argumentos tenho muitos, outra hora falo deles. A Rede Globo, além da competência técnica, tem ousado em formatos, abordagens de conteúdos, jornalismo público. Mesmo para aqueles que precisam se contentar com a Globo aberta, é possível ter acesso a programas que apostam em sujeitos pensantes na recepção. O Globo Rural, exibido aos domingos pela manhã, tem reportagens lindas, sensíveis, que nos permitem conexões múltiplas com outros conhecimentos. Nem mesmo a TV Cultura, que teria por princípio exercer o jornalismo público tem conseguido abordar temas na contramão dos interesses de mercado, como a Globo tem feito com eficiência em sua programação. A ousadia ponderada dos produtores e protagonistas globais é a estratégia encontrada por eles para incluir inovações e contribuições de valor social na programação da emissora sem que isso constitua uma quebra de contrato com os patrocinadores.A primeira vez que vi um jornalista perguntar a um cientista de um possível equívoco acerca do aquecimento global foi o jornalista Eduardo Grilo na Globo News! E agora, neste momento tédio de copa do mundo, é possível ver o jornalista esportivo Régis Rösing (o vídeo é um trecho dele) em reportagens que recuperam a história do Brasil pelo viés dos mundiais de uma maneira singular! Quem aí sabia que o primeiro paraquedista brasileiro aprendeu a arte com os nazistas, quando foi "infiltrado" como educador físico da nossa seleção no mundial, objetivando apenas saber como os alemães treinavam seu exercito? Graças ao Régis vou virar perita em Copa do Mundo!Não podemos combater a Rede Globo como se ali só encontrássemos mediocridade e reforço social da miséria da população! O olhar deve ser mais abrangente que isso, por favor.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pode o educativo deseducar?

Do ponto de vista da legislação, um programa educativo seria aquele em que a produção declara a finalidade educativa de seu produto. Além disso, a recepção identifica certos programas como educativos, como é o caso das tele-aulas e os documentários, graças a reprodução de elementos da sala de aula em cena. Há, entretanto, um outro caminho para construrimos uma definição para educativo, deslocado da instância da produção, para as leituras interpretativas dos sujeitos na recepção. Assim, é a recepção que determinaria se um programa é educativo ou não, a partir das aprendizagens desencadeadas pelos produtos. Esta definição, reconhece haver na recepção um sujeito capaz de elaborar o conteúdo a ele ofertado, mesmo que isso ocorra em níveis bastante elementares. O que parece-me um avanço, tendo em vista que muitos programas considerados educativos têm afirmado que a baixa audiência alcançada por eles relaciona-se á incapacidade intelectual e cognitiva do público. Como ocorre na sala de aula, é o aprendiz responsabilizado por não aprender. Além disso, esta definição convida-nos a repensar o papel dos programas televisivos na sociedade, ao assumirmos que todo e qualquer formato e conteúdo encerra uma dimensão educativa (o que aliás está previsto na lei e é condição para que uma concessão de sinal ocorra). Desta forma, nenhum programa poderá se isentar da resposabilidade do imapcto que tem na vida das pessoas, declarando não não ter nem a intenção nem a obrigação de educar, encontrando-se comprometidos exclusivamente com o entretenimento. Cada produção precisa conhecer os conteúdos que dissemina, de maneira a aventar as possíveis leituras e aprendizagens que eventualmente poderão deflagrar e, dependendo do que é percebido neste momento, promover rearranjos nos conteúdos e formatos. Não podemos, por exemplo, para garantirmos uma piada e a audiência, reforçar e disseminar o preconceito com certos grupos da sociedade. É verdade que isso torna o processo de produção mais sofisticado e demorado, mas não o inviabiliza, e os benefícios que teríamos a longo prazo valeriam este esforço. Mas o problema não se encontra apenas nos programas de entretenimento, que rejeitam a dimensão educativa. Se é possível supor que a recepção aprenda algo com os programas que buscam apenas o divertimento, é igualmente e tragicamente suposto que programas educativos possam deseducar. Além de alimentar o eventual desinteresse do telespectador por conhecimentos e pela aprendizagem, ao replicar o tédio da escola no suporte televisivo, alguns programas educativos reforçam aspectos duvidosos do conteúdo ou mesmo disseminam equívocos. Basta ver alguns documentários sobre predadores da natureza para vermos tubarões, leões, e até mesmo delicados micro-crustáceos sendo tratados como feras que matam por mero prazer, verdadeiros assassinos. Se não há garantias das aprendizagens que irão ser empreendidas pela recepção, tendo em vista que o aprender é um processo pessoal, poderíamos pelo menos ter cuidado na escolha do repertório inoformacional que iremos disponibilizar para que os sujeitos sejam incentivados ao pensamento.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Qual a diferença entre Informação, conhecimento e saber?

Assim, J.M. Monteil (1985) dedica-se a distinguir a informação, o conhecimento e o saber. A informação é um dado exterior ao sujeito, pode ser armazenada, estocada, inclusive em um banco de dados; está “sob a primazia da objetividade. O conhecimento é o resultado de uma experiência pessoal ligada á atividade de um sujeito provido de qualidades afetivo-cognitivas; como tal, é intransmissível, está “sob a primazia da subjetividade”. Assim como a informação o saber está “sob a primazia da objetividade”, mas, é uma informação de que o sujeito se apropria. Desse ponto de vista, é também conhecimento, porém desvinculado do “invólucro dogmático no qual a subjetividade tende a instalá-lo”. O saber é produzido pelo sujeito confrontado a outros sujeitos, é construído em “quadros metodológicos”. Pode, portanto, “entrar na ordem do objeto”; e tornar-se, então, “um produto comunicável”, uma “informação disponível para outrem." (Charlot, 2000).

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sugestão para políticos decentes (logo, sugestão para o vazio...)

As músicas são sem dúvia uma maneira de "iscar" telespectadores. Meu sobrinho vem de onde estiver quando na televisão a músiquinha da propaganda do Itaú começa a tocar: tum- tum- tum-tum-tum-tum..E o pequeno não tira os olhos da tela. Os programas educativos nesse sentido saem em desvantagem, pois com baixos orçamentos (quase sempre...) não podem pagar os direitos de músicas que tenham forte apelo junto ao público e acabam usando temas clássicos. Não que a música clássica não seja adequada, recordemos os desenhos animados da Disney e suas elefantes bailarinas, lindo lindo. Mas uma coisa é você escolher uma música porque combina (na sua concepção) com o projeto. Outra coisa é você selecionar uma música para seu filme por falta de opção. Daí minha sugestão para uma lei. Que tal uma lei que desobrigue produções com finalidade educativa declarada pagar direitos autorais das músicas? Sei que tem muito "Ratinho" por aí que iria querer fazer parte a categoria educativa, isso seria um problema. Mas mais que um problema, seria uma oportunidade para pensarmos a definição de educativo.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Sonho-surto para 20010: parte I

Pro ano novo, quero um programa de televisão pra mim. Engana-se quem acha que ele vai sar em uma emissora educativa. Pois quero um programa em um canal aberto e popular, um programa vespertino! Quero falar para donas de casa enquanto enxugam as mãos no avental, para o mecânico com as unhas sujas de graxa, pra aposentados e aposentadas enteiadas com programas previsíveis, para jovens de folga da escola! Nada de falar para quem acredita já saber tudo. Já tenho o nome: Tardes Pensantes. Sei que este nome pode afastar parte do público, aquele que só quer o exercício de flanair em estado afrouxado de pensar. Mas dia a dia o programa vai ganhando espaço, até que estes escaldados telespectadores percebam que pensar pode ser bem divertido! Uma tarde inteira de atrações diversificadas, em comum serem instigantes para o pensamento. Cientistas seriam bem vindos, desde que conseguissem sentar no chão "quenem" índio. Aposto que muito pesquisador encarquilhado dos guetos dos seus feiosos gabinetes procurariam o pilates, sonhando serem convidados ao programa. Nada de sofás. Nada de banquinhos altos de bar. Ao vivo, né. Quem sabe onde fica esta imagem na cidade de São Paulo? Muito papo na cozinha, preparando receitas ou saboreando. Já viu programas assim? Claro que já viu. O que faz a diferença são as idéias e as conversas construídas nestas tardes. Que tal com a ajuda de um cartoonista criarmos colaborativamente o perfil de um chato? Pois, serão muitos perfis, são tantos os chatos! Encontrar escolas e professores parceiros, que topem contribuir, que topem desafios...Vamos falar de livros, de filmes, de jogos...e eventos, de pessoas interessantes, conhecidas e desconhecias....Quem sabe um quadro sobre pessoas admiráveis, e totalmente desconhecidas...Não falo de bons samaritanos, mas de gente que tenha uma existência poética...Ai, pode sonhar né...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Cop 15 e cobertura Globo News

Parabéns a todos da Globo News que estiveram envolvidos com a cobertura do evento. Os repórteres estiveram fantásticos, boas perguntas, bom humor, inteligência e expressões muito muito longe de lugares comuns. As transmissões via internet ficaram muito boas.
Deu gosto.

domingo, 27 de setembro de 2009

Controle





É muito bacana quando a programação da televisão sofre os impactos das impressões dos telespectadores acerca do conteúdo e da forma escolhido pela produção. Mas o que aconteceu no caso da "propaganda moderninha" das havaianas, suspiro longamente ao pensar na necessidade de controle que a população tem...População do Brasil, conhecida mundialmente por ser livre de tabus....

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Parabéns televisão!

Hoje é o aniversário da primeira exibição televisiva no Brasil, 18 de setembro de 1950.
Não vou dizer se a televisão é boa ou ruim.
Continuo acreditanto na capacidade de interpretar do sujeito na recepção!
Parabéns televisão!

sábado, 5 de setembro de 2009

Que mensagens podemos ler em uma propaganda?


O que podemos "ler" nas campanhas publicitárias do governo para além da mensagem que primeiro nos salta aos sentidos? Há a informação que querem tornar pública, é certo e ainda o desejo de sair bem na fita, de preferência com cara de mocinho da trama. Mas há mais...Nesta produção, por exemplo, podemos perceber a representação do atual governo acerca do professorado brasileiro, tantos são os reforços de estereótipos. Supomos que a mulher em cena seja um professora, parece ser, o traje dela confirma nossa supeita, é ou não é? A infeliz é cafona, a encarnação da professorinha. Ao contentar-se com o reforço de estereótipos, perde-se a oportunidade de construir um novo caminho e dialogar com um número maior de sujeitos. Eu suspeito que muitos realizadores desse tipo de produção sequer alcancem o esclarecimento acerca dos fatos. Limitam sua ação ao alinhamento com o que é politicamente adequado. A campanha da Petrobrás que está no ar no momento é um exemplo disso. Tem como interlocutores além do manjado "negro", um cadeirante e uma mulher obesa. Definitivamente não é assim que estas pessoas conquistam o direito de fala. Este exercício de leitura não é só para as propagandas do governo, é válido para todas produções dessa natureza!

domingo, 21 de junho de 2009

Liberdade de Expressão e vale-alfafa


O diretor Boninho manteve-se por alguns dias na web dizendo o que pensava sobre televisão, em especial o reality show da Record, a Fazenda, mas foi obrigado a deixar a rede, frente a repercussão que vinha desencadeando. Pena né. Era um canal para a interlocução. Ele ridicularizou o Brito Jr. que merece por todos os deuses ser redicularizado, Batman! O próprio Brito Jr. declarou na Folha de São Paulo no domingo que antecedeu a estréia do programa que não ia fazer poesia na Fazenda, em referência ao estilo de Pedro Bial no BBB. Parece-me que ele mesmo abriu espaço para a discussão! E sejamos honestos, o Brito Jr. tem lá competência para poesia? O Pedro Bial pegou uma porcaria de formato que é o BBB com participantes abomináveis e conseguiu dar uma identidade para atração que vai além do reality show, ao incentivar e promover que os participantes mostrassem para além de seus bumbuns! Admito que ainda não vi a Fazenda, mas o farei. Provar para dizer que o gosto não agrada (ou surpreender-se e adorar!), não há outro caminho. Por hora, Boninho, diferente de você, tenho a conta bancária vazia e a língua solta...Ouvi dizer que na Record além de vale transporte e seguro saúde os funcionarios têm o "vale-alfafa"...Quem não concordar, cá estou para dialogar!

Parada gay: festança, promiscuidade e esbanjamento de grana?


Não vi em nenhuma cobertura jornalística da Parada Gay que oferecesse ao telespectador algo além da idéia de festança, promiscuidade e esbanjamento de grana. Todas as reportagens concentravam a atenção no fato do encontro movimentar milhões de reais. E só. Depois, o foco foi o fato de um gay ter sido espancado até a morte. A receita é, antes falamos da grana, depois dos espancados. Não haveria espaço nas coberturas para falarmos de respeito e tolerância pela diferença? Que tal fazer um paralelo entre o movimento na época em que foi idelaizado e hoje, tentando apontar avanços e retrocessos para as pessoas que se sentem diferentes? Quem sabe até o próximo ano haveria tempo para os jornalistas organizarem uma pauta mais crítica e de relevância pra humanidade, né?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Televisão e Sedução

Que tipo de criatura faz televisão sem pensar nas consequências?

"Como não existe entretenimento vazio de conteúdos, de valores, de idéias, é grande equívoco pensar que que as crianças, ao assitir á TV, ao jogar videogame ou até mesmo ao praticar esportes, estejam apenas brincando. Estão- como os adultos- em constante processo de socilaização, de formação, aprendendo, captando, introjetando elementos da cultura na qual estão inseridas." ( O pequeno cientista amador, Denise da Costa Oliveira Siqueira, página 30).

Imagem meu sobrinho Sávio hipnotizado..